segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Dolce far niente

Incrível a necessidade que as pessoas tem, de que suas vidas sejam sempre super! Super animada, super divertida…

Sair a qualquer custo, encher a cara a qualquer custo, se não voltarem bebassas, não valeu a noite. Ficar em casa então, inadmissível!

Com o Carnaval chegando, o clima eufórico fica quase insuportável… Litoral estrumbado de pessoas querendo dar sentido ao curto momento sem rotina.

Sambódromo lotado, e desconfortável, requer uma boa vontade sem igual pra chegar 20 mil horas antes pra poder sentar em um lugar bom.

Cinema, cheio de casais que não foram viajar e ficaram buscando algo para não deixar passar mais um feriadão.

Todos os momentos tem que ser incríveis e cheios de adrenalina.

Em algum momento eu também pensei assim… mas hoje… super é poder ter tempo pra mim. É poder me curtir, me conquistar, me ver saudável, e sim, muito feliz!

Não tem preço você sentar no seu sofá, de pijama, com leite batido com toddy e pão de queijo, vendo seu filme preferido, e poder dormir, mesmo tendo acabado de acordar, só porque você simplesmente pode!

Não tem preço almoçar com a sua família, e ficar falando bobagens cotidianas, enquanto arrumam a bagunça.

Não tem preço, jantar com os amigos, regado à um bom vinho, e uma boa trilha sonora ao fundo.blog

Isso sim é super. É você estar cercado de pessoas, mas que você de preferência as conheça, saib a suas histórias, suas conquistas, e não somente seus defeitos. E em um lugar agradável, não no meio da multidão e do calor, seja lá onde for.

Se aprendi algo nos últimos tempos, sem nenhuma dúvida uma das melhores foi valorizar o simples. E aprender a mágica de transformá-lo em super, dentro de você.

 

Technorati Marcas: ,,

segunda-feira, 2 de março de 2009

Test Drive

Sem criatividade, é isso que você é.
Nenhuma palavra te definiria melhor. Incrível como os anos passam, mas o texto não muda.
Dizem que não se mexe em time que está ganhando... deve ser isso. Já viu que funciona, meia dúzia de palavrinhas bonitas, e continua ganhando. Ganhando oq?
Um milhão e nenhuma ao mesmo tempo né. Isso é ganhar? Esqueci que pra você na verdade o que vale é a quantidade. Que venham, mais e mais. Que vão ouvir o mesmo texto ensaiado, ver o mesmo olhar e sentir o mesmo abraço. Tudo simulação. Tudo test drive. Pra ver se um dia vira de verdade. As vezes quero acreditar que tudo isso é fase. É empolgação. Mas aí eu acho que não. Que vai ser sempre assim. Uma coisa de essência mesmo. Por mais que sossegue um tempo, vai estar lá dentro... querendo sair... a falta de criatividade, pro primeiro ouvido que se dispuser a escutar.
É por isso que eu retiro meu time de campo, e o seu vence por W.O.
Porque jogar desse jeito não tem graça. Prefiro ficar de fora, olhando e vendo todas repetirem o mesmo erro na armação da jogada. Balançando a cabeça como quem sente pena. E pensando que lá vai mais uma acreditar, ouvir, achar, sentir, e bater com a cara na parede. Porque é assim, no final você finge que vai dar um abraço de vitória, mas sai fora, e tudo que sobra é uma parede. Dura, gelada.
E que venha a próxima, pra começar tudo de novo...
Sinceramente só desejo que sua ilusão de time invicto dure por muito tempo, pra você não perceber que na verdade, só perde. E de lavada.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Ele é só um cara.

"Ele é só um cara... só um cara. E quer mesmo saber?
É um cara como todos os outros caras. Esse que te perguntou as horas no meio da rua – podia ter sido ele e você nem ligou. O mendigo, o ginecologista, o padre, o dealer. Ele estava ali o tempo todo. E ele não estava. Ele é só um deles. Vários. Uma legião. E ninguém.
É só um cara. E não a sua vida. E não todos os dias da sua história. E não todas as suas lágrimas juntas em um único sábado solitário. Ele não é o destino. É um cara. Existem muitos destinos. Ele é só um cara que mal sabe escolher os próprios perfumes. Não sabe sangrar. Não sabe que nome daria a um filho. Não pode ficar mais tempo. Ele é só um cara perdido como muitos outros caras que você encontrou. E perdeu. ele é só um cara. E você já esqueceu outros caras antes..."

Dizem que o tempo cura tudo não é? Que tudo tem sua hora. Ok, e oq a gente faz enquanto espera essa tal hora mágica?! Chora? Desconta tudo nos pobres chocolates que nada tem com a história? Ou nas amigas solidárias?
O tempo deve andar muito ocupado resolvendo muitos outros casos, e esqueceu de dar uma passadinha nos lados de cá...
Enquanto isso a gente se basta né Jaque? rs

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Como pode uma coisinha tão pequena, tão sensível mudar tudo em um único dia?
Você veio junto comigo, e eu me senti feliz como há muito tempo não sentia. Preencheu todo o vazio recente. E agora eu to te olhando enquanto você prende minha mão porque ta deitada em cima dela, e não posso acreditar que você vai embora. E você nem faz idéia....
Eu achei que você ía me ajudar a recuperar sorrisos e farras, mas a alegria já foi embora dessa casa há tanto tempo que já não se lembra mais do caminho de volta.... Você é linda demais, pura demais, e merece um lar, e não aqui. Já chega uma que tem que aguentar os surtos sem ter nada a ver com isso.
Eu queria você antes mesmo de você nascer. Quando eu soube que você tava à caminho do mundo eu já te quis, e já te amei. E te visitei vários dias quando você finalmente chegou. E agora eu estive tão perto de te ter....
Mas você não merece. Não merece ouvir gritos e broncas por uma culpa que não é sua. Eu desejo pra você só felicidade, só carinho, só mãos amigas e protetoras. E agora faz 1h seguida que o choro não para. E certeza que não vai parar tão cedo. E quando eu tiver que te devolver, serão mais horas até me conformar.
Amo você desde já, e esse amor vai continuar e você nunca será esquecida.
Boa sorte meu amorzinho.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Fast food

Parada no ponto de ônibus, olhei pra minha mão, pro anel que eu tinha nos dedos. Antigo coitadinho, daqueles que diziam que mudava de cor de acordo com o sentimento. Nunca soube se era realmente verdade, mas ali, naquela hora que eu olhei, ele estava embaçado. Sem nenhuma cor definida. E era exatamente assim que eu me sentia. Era exatamente assim que estavam os meus sentimentos. Embaçados, indefinidos. Pior do que sentir raiva, rancor, amor não correspondido, é não sentir nada. É não querer nada.
No meio disso, o ônibus chegou. Não muito cheio, algumas pessoas espalhadas nos bancos e nenhum completamente vazio. E era isso que eu queria, era assim que eu estava. Completamente vazia. Acabei me ajeitando no fundo, e bem atrás de um casal. Apaixonado. Conquistando-se ou reconquistando-se a cada momento. E eu fiquei ali, olhando, admirando como ainda existem casais que realmente parecem se gostar. Que não fazem parte do imenso fast food que o mundo virou. Comeu, passou.
Parado na minha frente apareceu tudo aquilo que abomino em um homem, e como era de se esperar, lança uma daquelas cantadas ensaiadas de baile funk, que aliás era o som que rolava no celular do cidadão, que graças a Deus sabe ler a gigante placa pregada onde claramente proíbe o uso de aparelhos sonoros. E aí minha única reação foi olhar, e sentir nojo. Sim, nojo. Como uma pessoa assim pode realmente pensar que eu ía ter uma reação diferente? To carente mas não louca.
Não estou esperando nenhum príncipe encantado não, esse aí eu já descobri que se perdeu com o cavalo branco e nunca mais achou o caminho de volta, então só quero alguém normal. Por trás da fachada de "moderninha" liberal que acha a modernidade das relações humanas super normal, tem alguém careta.
A fachada é pra suportar, é pra não deixar as balas atiradas pra tudo que é lado dos homens moderninhos atingirem lá dentro, no meio do peito, e virar de verdade mais uma sem-coração.
Ainda sou alguém que acha o máximo a baladinha de sexta, de sábado, mas que no domingo trocaria todas as baladinhas por um colinho ao som de qualquer MPB romântica.
Alguém se habilita?